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"O arroz doce, na região de Coimbra, era tradicionalmente usado como participação de casamento e pretexto para a apresentação do noivo. As raparigas,  juntamente com a mãe e o "respetivo", visitavam as famílias que conheciam, a quem ofereciam uma travessa de arroz doce.

Uma semana depois, voltavam para buscar a travessa e receberem o respetivo presente."

 

Ora bem, não me vou casar, por isso não tenham medo de ter que me presentear e aceitem lá um pratinho de arroz doce, o verdadeiro.

E porquê o verdadeiro? Porque eu digo e pronto.

Não há cá manteiga, vagens de baunilha ou de outra coisa qualquer, muito menos pudins e leites condensados para dentro do tacho.

Este, o de Coimbra, nem ovos leva... mas fica tão, mas tão bom... que é o único que como.

 

 

- Uma medida (caneca) de arroz carolino (de preferência por lavar)

- 1 litro e meio de leite (os mais puritanos dirão que gordo e do dia, de preferência. Eu uso magro, e fica bom)

- Uma casca de limão (só a parte amarela)

- Um pau de canela

- Duas medidas (a caneca) de água

- Uma pitada de sal

- Uma medida de açúcar (qual é? é arroz doce, o nome indica, tem que ter açúcar... e muito)

- Canela em pó para decorar.

 

 

Primeiro do que tudo, por o leite a ferver, com a casca de limão e o pau de canela.

Escolher alguma impureza do arroz ou, se necessário, passar por água fria, muito rapidamente. 

 

Num tacho largo, levar ao lume as duas canecas de água com a pitada de sal. Quando ferver, colocar o arroz e deixar cozer até a água quase desaparecer.  

Quando a água já quase desapareceu vou acrescentando o leite, aos poucos, muito poucos, e sempre a mexer.

É tarefa para demorar, à vontade, uma hora.

 

Quando não há mais leite junta-se a caneca de açúcar.

Mexe-se e deixa-se ferver um pouco mais.

 

Coloca-se em travessas (ou pratos que eu não sou de finezas) e decora-se com canela (quem quer).

 

Eu, nesta altura, ainda me dedico a rapar o tacho. Há lá coisa melhor do que rapar o tacho do arroz doce ainda quente?

 

 

 

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7

De Novembro a 05.03.2017 às 14:29


Óptimo! Gosto muito de receitas tradicionais. Adoro Arroz Doce. 
Comigo os 'Chefs' e a sua 'gourmet food' não se safam.
Beijinho.

De Alexandra a 06.03.2017 às 22:05

Ia agora um pratinho dele quentinho, ai ia ia ;)

De Novembro a 07.03.2017 às 11:34


Ai não que não ía. É o único doce que consigo comer a qualquer hora do dia ou da noite.

De marrocoseodestino a 05.03.2017 às 22:31

A minha mãe é assim que faz. 
Eu gosto, mas também adoro o que leva ovos.

De Alexandra a 06.03.2017 às 22:06

Eu gosto mais deste e de preferência a fumegar... depois de arrefecer já não aprecio tanto.

De Fatia Mor a 09.03.2017 às 21:27

O da minha avó, se bem me recordo, cozia logo em leite. E levava uma gema, apenas, no fim, quando entrava o açúcar. 
Não há melhor do que uma boa receita de família com mais anos do que eu, para me abrir o apetite. Mas a verdade é que nunca conseguimos reproduzir os sabores... Fica parecido mas a mão é diferente.


Isto tudo para dizer que hei-de experimentar este porque não gosto de ovos!

De Alexandra a 11.03.2017 às 23:23

Não sei como alguém consegue viver sem gostar de ovos 
A receita que se vê mais é a que leva ovo, e até há algumas que levam coisas diferentes (pudins, leite condensado...) Este é muito simples e é o mais tradicional aqui. Pode ser feito só com leite, mas terá que levar mais do que 1 litro e meio, para ficar bem cozidinho.

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Alexandra Gomes

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