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AlGo à Mesa

Doce, salgado, crocante, cremoso... saboroso!!

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04
Mar17

Arroz Doce de Coimbra

Alexandra

"O arroz doce, na região de Coimbra, era tradicionalmente usado como participação de casamento e pretexto para a apresentação do noivo. As raparigas,  juntamente com a mãe e o "respetivo", visitavam as famílias que conheciam, a quem ofereciam uma travessa de arroz doce.

Uma semana depois, voltavam para buscar a travessa e receberem o respetivo presente."

 

Ora bem, não me vou casar, por isso não tenham medo de ter que me presentear e aceitem lá um pratinho de arroz doce, o verdadeiro.

E porquê o verdadeiro? Porque eu digo e pronto.

Não há cá manteiga, vagens de baunilha ou de outra coisa qualquer, muito menos pudins e leites condensados para dentro do tacho.

Este, o de Coimbra, nem ovos leva... mas fica tão, mas tão bom... que é o único que como.

 

 

- Uma medida (caneca) de arroz carolino (de preferência por lavar)

- 1 litro e meio de leite (os mais puritanos dirão que gordo e do dia, de preferência. Eu uso magro, e fica bom)

- Uma casca de limão (só a parte amarela)

- Um pau de canela

- Duas medidas (a caneca) de água

- Uma pitada de sal

- Uma medida de açúcar (qual é? é arroz doce, o nome indica, tem que ter açúcar... e muito)

- Canela em pó para decorar.

 

 

Primeiro do que tudo, por o leite a ferver, com a casca de limão e o pau de canela.

Escolher alguma impureza do arroz ou, se necessário, passar por água fria, muito rapidamente. 

 

Num tacho largo, levar ao lume as duas canecas de água com a pitada de sal. Quando ferver, colocar o arroz e deixar cozer até a água quase desaparecer.  

Quando a água já quase desapareceu vou acrescentando o leite, aos poucos, muito poucos, e sempre a mexer.

É tarefa para demorar, à vontade, uma hora.

 

Quando não há mais leite junta-se a caneca de açúcar.

Mexe-se e deixa-se ferver um pouco mais.

 

Coloca-se em travessas (ou pratos que eu não sou de finezas) e decora-se com canela (quem quer).

 

Eu, nesta altura, ainda me dedico a rapar o tacho. Há lá coisa melhor do que rapar o tacho do arroz doce ainda quente?

 

 

 

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